É muito difícil para mim dizer que tenho um pintor , um estilo ou uma época preferida pois se afirmo isso estou a limitar a minha capacidade de estar receptiva e aberta a pesquisa de outros estilos e outras formas de arte para além daquelas que me são familiares ou que já vi algures. Há contudo, no meu ponto de vista, um grande Bluf que se criou em torno da arte moderna e da dita arte "conceptual" onde o conceito acaba por desculpar o mau gosto e a falta de talento artístico verdadeiro e assim o público aplaude , por ignorância e porque não quer parecer fora de moda, as instalações mais despropositadas e falsamente intituladas de obras de arte ou intervenções artísticas.
Para mim arte é muito mais que isso e não me consigo deixar levar por tais teorias, não sei se o erro é meu e faço parte de um grupo de pessoas e artistas que regista a sua opinião de forma semelhante a minha, ou se não passamos todos de uma cambada de retrógradas que gosta de ver novas experiências e novas criações , utilizando novas tecnologias e novos materiais mas onde há uma aprendizagem séria de manipulação técnica e crescente ,que melhora com a pratica , com a insistência , com a troca de experiências .
Foi muito curioso o que tive oportunidade de ver na China recentemente. Numa exposição colectiva de vários artistas , fiquei abismada com a maravilha dos quadros e da actualidade das pinturas expostas. Nada tinham a haver com a tradicional pintura chinesa. As cores vivas e as texturas, cujo efeito curioso da superfície suavizando ou fortalecendo as tonalidades ficou-me misteriosamente interrogado, efeito esse que provocava o mais espectacular tom cromático na composição geral do quadro que quase apetecia comer, pois parecia que até deitava cheiro e se ouvia a musica de cada um. Mas o mais curioso foi quando verifiquei que afinal os vários quadros de expressão semelhante não eram do mesmo autor mas sim de pintores da mesma escola, usavam pois as mesmas técnicas, a mesma linguagem pictóricas e reparando bem havia diferenças entre eles.
Noutra exposição vi outros temas, outras escolas de pintura, e outro tipo e outros artistas, mas todos comungavam o facto de serem bons naquilo que faziam, e de serem actuais, deixando de lado a pintura tradicional, embora por vezes fosse visível a influência ainda presente da mesma.
Gostava de acrescentar que nesta visita a Macau pode ainda comprar um livro de pintura publicitária dos anos 40. Outro género que, por outros motivos, sempre me fascinou. Aliás os anos 20/30 e 40 são para mim fascinantes no que toca a Arte. Seja na China seja Europa, na Índia ou em África.






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